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Vera
Pessoa
Ah, nem as tuas dores e a preste recolhida dessa joia por Deus,
Nem as minhas sangrentas e continuas dores e temores,
Nem pelas coisas predizentes do Universo a sonhar com o terror
Que viria marcar o fim de alguns desafetos ardentes universais.
Contudo,
naquele momento, aprofundou-se o meu conhecimento,
Vi e ainda presencio pela Graça de Deus e pelo Seu amor o frescor
Do orvalho a cair suavemente, afetivo e perseverante:
Com afeto segura as minhas mãos.
Seu nome? Rose Vovciuc!
“(...) realizar atos salutares pode não nos ocorrer naturalmente, mas temos de
fazer um treinamento consciente nesse sentido. Isso acontece, especialmente na
sociedade moderna, porque existe uma tendência a aceitar que a questão dos atos
salutares e dos prejudiciais – o que se deve e o que não se deve fazer – é algo
que considera pertencer à esfera religião. Tradicionalmente, considerou-se ser
responsabilidade da religião prescrever quais comportamentos são salutares e
quais não são. Contudo, na sociedade atual, a religião perdeu até certo ponto
seu prestígio e influência. E, ao mesmo tempo, nenhuma alternativa, como, por
exemplo, uma ética secular, veio substituí-la. Por isso, parece que se dedica
menos atenção à necessidade de levar um estilo saudável de vida. É por isso que
acredito que precisamos fazer um esforço especial e trabalhar com consciência
com o objetivo de adquirir esse tipo de conhecimento. Por exemplo, embora eu
pessoalmente acredite que nossa natureza é essencialmente benévola e compassiva,
tenho a impressão de que não basta que essa seja nossa natureza fundamental;
devemos também desenvolver uma valorização e conscientização desse fato. E a
transformação de como nos percebemos, através do aprendizado e do entendimento,
pode ter um impacto muito verdadeiro no modo como interagimos com os outros e
como conduzimos nosso dia-a-dia.” (A arte da felicidade - Dalai Lama
e Howard C. Cutler, 2001, p. 54).
São Paulo, 25.X.2015.
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